Nutriortiz Dra. Roberta Nogales Ortiz
Emagrecimento · 10 de junho de 2026 · 6 min de leitura

5 mitos sobre dietas restritivas que você pode esquecer agora

Você já deve ter ouvido, ou seguido, pelo menos uma dessas regras. Elas circulam há anos, prometem resultado rápido e, na prática, costumam deixar a relação com a comida mais difícil do que estava.

Nutricionista anotando um plano alimentar em caderno durante consulta

Antes de qualquer coisa: nenhum desses mitos nasceu por acaso. Quase sempre existe uma meia-verdade por trás, exagerada até virar regra absoluta. O problema é que regras absolutas não combinam com corpos reais, e é exatamente por isso que tantas dietas restritivas não duram.

Mito 1: "Carboidrato à noite engorda mais"

O que engorda (ou emagrece) é o equilíbrio entre o que você come ao longo do dia e a sua necessidade individual, não o horário do prato. Um jantar com arroz, feijão e legumes não vira "vilão" depois das 19h. Aliás, para muita gente, retirar o carboidrato à noite só aumenta a fome (e a vontade de beliscar) mais tarde.

Mito 2: "Quanto mais restritiva, mais rápido o resultado"

Cortar grupos inteiros de alimentos pode até gerar uma perda de peso rápida nas primeiras semanas: em boa parte, água e massa magra, não gordura. O efeito colateral mais comum é o cansaço, a queda de rendimento e, quando a pessoa não aguenta mais manter a restrição, o peso volta. Resultado que permanece vem de um plano que cabe na vida real, não de um sprint insustentável.

Mito 3: "Existem alimentos proibidos"

Na prática clínica, "proibir" um alimento costuma ter o efeito contrário: ele vira o centro das atenções, a vontade aumenta e, quando a pessoa finalmente come, vem aquela sensação de "estraguei tudo", que muitas vezes leva a comer ainda mais. Trabalhar com flexibilidade, contexto e quantidade costuma trazer resultados muito mais duradouros do que listas de proibições.

Mito 4: "Pular refeições ajuda a emagrecer"

Para algumas rotinas e alguns objetivos, estratégias como o jejum intermitente podem fazer sentido, mas não é uma regra universal, e definitivamente não é "pular refeição porque sim". Chegar com fome extrema a uma refeição costuma levar a escolhas mais impulsivas e porções maiores. O ideal é que cada refeição (ou ausência dela) tenha um motivo dentro do seu plano, não seja só uma tentativa de "economizar calorias".

Mito 5: "Se funcionou para a sua amiga, vai funcionar para você"

Idade, rotina, exames, histórico de saúde, relação com a comida, preferências, nível de atividade física... cada um desses fatores muda completamente o que faz sentido em um plano alimentar. Um protocolo pronto, copiado de outra pessoa (ou da internet), ignora justamente o que mais importa: você.

"O objetivo nunca é o quanto você consegue restringir — é o quanto consegue manter, com qualidade de vida, no longo prazo."

Então, por onde começar?

O primeiro passo é uma avaliação completa: histórico, rotina, exames e objetivos. A partir daí, o plano é construído com você, sem dietas de gaveta, sem terrorismo nutricional e sem promessas milagrosas. Ciência aplicada à sua realidade, com acompanhamento de verdade entre as consultas.

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Dra. Roberta Nogales Ortiz de jaleco no consultório
Escrito por Dra. Roberta Nogales Ortiz

Nutricionista clínica (CRN 60108) no Ipiranga, São Paulo. Especialista em emagrecimento, lipedema, nutrição esportiva e longevidade. Agendar uma consulta

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